Um grupo de investigadores da University College London resolveram analisar de que forma é que o stresse poderia ser (ou não) desencadeador da obesidade. Alguns anos depois, chegaram as conclusões.
No início da investigação, os cientistas tiraram as medidas a 2500 pessoas, com idades entre os 54 e os 87 anos, bem como os níveis de cortisol (conhecida por hormona do stresse). A cada quatro anos, esses valores foram sempre analisados e, no caso do cortisol, através dos fios capilares das pessoas em estudo.
No final, a conclusão foi clara: os níveis mais altos de cortisol estavam presentes nas pessoas que apresentavam maior peso (entenda-se nos homens uma circunferência abdominal acima dos 111 cm e nas mulheres uma circunferência abdominal a rondar os 87 cm) e um índice de massa corporal (IMC) mais elevado.
Esta não foi a única conclusão retirada pelos investigadores. Na mesma publicação pode ler-se que Sara Jackson, uma das autoras do estudo, considera que não só o stresse provoca obesidade, como a obesidade provoca stresse. No fundo, é uma espécie de ciclo vicioso.
As conclusões deste estudo servem para, mais uma vez, repensarmos nas nossas escolhas e apostarmos num estilo de vida mais saudável. É importante fazer exercício físico regular e não abdicar de uma alimentação rica em nutrientes, assim como por em prática técnicas que nos ajudem a aliviar o stresse e ansiedade.